Viver em Marte: novas tecnologias podem garantir a existência humana

Viver em Marte: novas tecnologias podem garantir a existência humana

Vários programas espaciais e cientistas de inúmeras instituições de pesquisa estão trabalhando para solucionar os desafios de sustentar a vida humana em outros planetas. O primeiro objetivo é possibilitar a colonização de Marte. Agências espaciais esperam realizar uma primeira viagem tripulada até o final dessa década – e, quem sabe, estabelecer uma primeira experiência com pessoas dispostas a viver em Marte por um curto intervalo de tempo.

As necessidades humanas para a subsistência em outro planeta podem ser resumidas em três A’s: alimento, ar e abrigo. “Inovações disruptivas estão em desenvolvimento em inúmeras pesquisas e trabalhos científicos, envolvendo agências espaciais e universidades de vários países”, conta Arie Halpern, especialista em tecnologias disruptivas.

“Isto é muito bom para todos. Os avanços tecnológicos de programas espaciais têm impacto relevante no nosso dia a dia há décadas”, complementa Halpern.

Arroz no espaço

De acordo com o jornal China Daily, astronautas chineses tiveram sucesso no plantio de mudas de arroz a bordo da Estação Espacial Tiangong. Trata-se da primeira pesquisa que teve sucesso em encontrar uma forma cultivo capaz de passar por todo o ciclo de vida da planta, desde a semente até a produção de mudas originárias das primeiras plantas cultivadas

As sementes de foram plantadas em 29 de julho deste ano e, até o fim de setembro, geraram plantas que atingiram 30 centímetros de altura. A partir delas foi possível originar mudas que cresceram cinco centímetros, até a entrega do primeiro relatório da pesquisa.

Os astronautas a bordo da Tiangong vão coletar as novas sementes do arroz, produzidas no espaço, e trazê-las para a Terra para mais estudos. Um dos objetivos é verificar como a microgravidade afeta o tempo de floração de cada planta em nível molecular.

Oxigênio em Marte

Pesquisadores desenvolveram uma nova técnica para produção de oxigênio em Marte. De acordo com os cientistas, com o uso de plasma será possível criar condições para uma futura colonização do Planeta Vermelho. Além do oxigênio, a técnica pode ajudar astronautas a processar combustíveis, criar materiais de construção e fertilizantes.

O plasma é utilizado para modificar a associação de moléculas de diferentes compostos químicos. Nesse caso, a equipe liderada por Vasco Guerra, da Universidade de Lisboa, conseguiu trabalhar com moléculas de dióxido de carbono (gás carbônico) para decompô-las e extrair o oxigênio.

A atmosfera de Marte é composta principalmente por dióxido de carbono. O oxigênio produzido por meio dessa tecnologia tem potencial para criar um ambiente respirável no planeta. Enquanto isso, na Terra, os cientistas desse projeto defendem que a tecnologia de plasma pode ajudar também a lidar com as mudanças climáticas, uma vez que converte o gás carbônico, um dos mais nocivos em termos de efeito estufa.

Esse projeto teve a participação do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), da Universidade de Sorbonne, da Universidade de Tecnologia de Eindhoven e do Instituto Holandês de Pesquisa em Energia Fundamental.

Uma casa marciana

No Reino Unido, duas artistas desenvolveram o projeto Building a Martian House (Construindo uma Casa Marciana). Ella Good e Nicki Ken desenvolveram o protótipo de uma moradia popular em Marte, com projeto que levou em consideração as condições ambientais do Planeta Vermelho.

A casa está exposta no centro de Bristol, no Reino Unido, e foi idealizada em colaboração com duas empresas britânicas de arquitetura e design. Uma delas, a Hugh Broughton Architects, é especializada em projetos de estações de pesquisa na Antártica. As artistas também visitaram a Estação de Pesquisa do Deserto de Marte, que fica em Utah (Estados Unidos).

A estrutura da casa é divida em um nível acima do solo e outro subterrâneo. O primeiro é inflável e confere acesso aos demais cômodos, no subsolo, onde as condições para habitação humana seriam mais favoráveis. Afinal, para que astronautas possam viver em Marte, a casa precisa absorver o impacto de mudanças bruscas de temperatura.

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