Rock in Rio: cão robô para garantir segurança
Green Day, Iron Maiden, Maneskin, Dua Lipa, outros artistas e mais de 700 mil espectadores do Rock in Rio tiveram a segurança reforçada por tecnologia durante a última edição do festival. A equipe de segurança, drones e câmeras térmicas ganharam a companhia inédita de uma versão tecnológica do melhor amigo do homem.
O cão robô Spot, desenvolvido pela companhia Boston Dynamics, contribuiu para a segurança do festival promovido no Rio de Janeiro (RJ), repetindo as tarefas desempenhadas no Rock in Rio Lisboa, realizado na capital portuguesa, em junho.
A empresa norte-americana atribui três funções principais para a atuação do cão robô em segurança de eventos de massa: detectar materiais perigosos, investigar pacotes suspeitos e auxiliar em situações com reféns.
Nos festivais de música, o robô foi controlado e monitorado por profissionais de um Centro de Controle Operacional de Segurança (CCO). Equipado com câmeras e internet móvel 5G, o equipamento enviou imagens em tempo real de diferentes pontos de acesso e circulação do público, auxiliando no monitoramento dos nove palcos montados na Cidade do Rock.
“O uso da tecnologia em situações de risco é sempre bem-vindo. A contribuição da robótica para as nossas vidas possibilita afastar o ser humano da exposição ao perigo”, diz Arie Halpern, especialista em tecnologias disruptivas. Durante a pandemia, por exemplo, para prestar atendimentos sem colocar profissionais de saúde em risco, empresas chinesas adaptaram robôs para hospitais e outros locais de consulta.
A segurança na indústria
O cão robô Spot pode receber uma série de sensores e câmeras especiais capazes de detectar inúmeros materiais nocivos para humanos. Assim, vários setores da indústria estão aplicando cada vez mais os avanços desse nicho da robótica para tarefas de monitoramento de fábricas, depósitos e área de risco.
Uma câmera térmica integrada permite detectar pontos quentes e potenciais indicadores de problemas em tanques, máquinas ou condutores elétricos. Outra aplicação possível é o uso de um sensor de radiação para detectar níveis perigosos em reatores nucleares ou perto de locais de desastres.
A empresa brasileira PUR está trazendo para o Brasil o modelo ANYmal, em parceria com a suíça ANYbotics. Essa versão de cão robô é, segundo a companhia, aplicável para inspeção industrial em mineração, siderurgia, portos e aeroportos, alimentação, agronegócio, geração de energia e química.O equipamento é utilizado na Mina do Cauê, operada pela Vale, em Itabira (MG), para a extração de hematita. O objetivo é reduzir a exposição humana a condições perigosas, ao mesmo tempo em que o robô fornece dados de inspeção de localidades e equipamentos de interesse: correias, alavancas, painéis elétricos e áreas de drenagem de água