Medicina no metaverso, como funciona e o que esperar

Medicina no metaverso, como funciona e o que esperar

O Metaverso tem causado entusiasmo em muitas pessoas pela possibilidade de colocar óculos de realidade aumentada, fones de ouvido e imergir em um ambiente repleto de possibilidades, com pessoas que vivem do outro lado do mundo. Mas isso é uma pequena amostra perto do que esta tecnologia disruptiva pode fazer na saúde.

Esta nova perspectiva vai desde o acesso ao histórico de saúde em qualquer lugar e a qualquer hora até terapias para tratar ansiedade e estresse, passando pela formação e treinamento de médicos e especialistas, reunião de juntas médicas com participantes de diferentes locais do planeta, realização de cirurgias de alta complexidade ou intervenções remotas. E a lista não termina aí.

A aplicação de realidade virtual imersiva, usando óculos especiais, possibilita reunir uma equipe com diversos especialistas para discutir casos clínicos e planejar cirurgias complexas e personalizadas. Assim como jogos online permitem a disputa entre dezenas de jogadores, na saúde a tecnologia pode permitir que a mesma quantidade de médicos analisem, diagnostiquem e tratem colaborativamente pacientes.

Na ginecologia e obstetrícia, modelos em 3D aumentam ainda mais a precisão na avaliação morfológica do bebê ainda no ventre da mãe. Imagens de fetos ainda em formação, feitas por meio de exames de ultrassom e ressonância magnética, usando algoritmos para corrigir eventuais distorções, abrem a possibilidade de identificar malformações e tomar decisões muito mais embasadas para realização de intervenções ainda no útero

Modelos de órgãos e imagens cada vez mais realistas, em alta definição, não apenas melhoram as análises e o diagnóstico, mas também agilizam tratamentos e procedimentos. Reunir especialistas de diversas partes do mundo em uma sala virtual com ferramentas moldadas em 3D a partir de peças reais traz diferentes visões e experiencias que podem ser cruciais em alguns casos.

Alguns destes recursos já são realidade, como uma recente cirurgia realizada no metaverso, em um boneco hiper-realista de um bebê, tendo como assistente um avatar na forma de holograma. Primeira simulação deste tipo no mundo, contou com uma neurocirurgiã pediátrica usando óculos de realidade virtual para fazer a biópsia de um tumor cerebral.

Outro exemplo foi uma cirurgia remota para extração de um câncer de mama realizada por um cirurgião em Portugal orientado por um especialista que estava na Espanha. Com óculos de realidade mista, o especialista podia ver a paciente e acessar as informações projetadas na lente interna dos óculos.

Além disto, simulações no metaverso também são uma forma segura (e menos custosa) para que médicos sejam treinados ou aprimorem suas habilidades em situações complexas. Ou ainda, tenham a oportunidade de simular complicações e condições inesperadas durante intervenções com a possibilidade trazida pela metaverso de combinar dados digitais e experiências reais.

Atualmente, as cirurgias no metaverso ainda se resumem a avatares ajudando cirurgiões reais. E, entre os esforços que têm mais destaque, está a interação entre as realidades aumentada e virtual. Já existem plataformas de realidade aumentada e realidade virtual para a realização de terapias em grupo, por exemplo.

“À medida que o Metaverso e novas tecnologias se desenvolvem podemos esperar grandes transformações nos cuidados com a saúde, incluindo o maior acesso a tratamentos e a terapias antes exclusivas a poucas pessoas”, prevê o especialista em tecnologias disruptivas Arie Halpern.

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