Comunidade, colaboração e trabalho no Metaverso
As plataformas imersivas estão levando o ambiente de trabalho tradicional para uma realidade híbrida, na qual coexistem o mundo real e o virtual. E a união destes dois universos em uma única experiência tem lugar no Metaverso. Nele, reuniões, dinâmicas, laboratórios de testes, celebrações e tudo mais é acessível em qualquer lugar e por uma variedade de dispositivos, laptop, celular e headsets de realidade virtual (VR).
Essa realidade, que parece ficção científica para alguns, já está acontecendo para muitos outros. O Metaverso abre um potencial enorme e não há um manual ou normas definidas.
Por isso, as empresas estão empenhadas em oferecer as mais variadas modalidades de trabalho e usar recursos para criar pertencimento e promover uma cultura de colaboração, comunidade, criatividade e produtividade. Equilibrar as necessidades e os interesses ganhou um novo significado em um cenário em que a maioria das pessoas preferem o trabalho remoto ou híbrido e a rotina será no ambiente virtual.
Segundo uma pesquisa da Gallup feita com 8 mil trabalhadores nos Estados Unidos, 60% deles querem manter-se no formato híbrido de trabalho. A quantidade de pessoas nessa modalidade aumentou de 42% em fevereiro deste ano para 49% em junho e a previsão é chegar a 55% até o fim do ano. Ou seja, a mudança acelerada por imposição da pandemia veio para ficar.
Desenvolver soluções de acessibilidade e flexibilidade e para endereçar desafios de comunicação, colaboração e motivação se tornou um imperativo. A disputa pelos talentos mais inovadores envolve proporcionar ambientes colaborativos e usar a tecnologia para satisfazer diferentes realidades e necessidades a qualquer momento.
Força de trabalho gamificada
Muitas das soluções que já usamos ou iremos usar vêm dos jogos. A gamificação está – e continuará – mais presente em nossas vidas do muitos de nós supomos. Há décadas, os jogos, primeiro os eletrônicos e depois digitais, estão presentes em nosso cotidiano. Se proliferaram e se tornaram cada vez mais influentes, especialmente no desenvolvimento e aplicações de tecnologias inovadoras e disruptivas. Sua evolução passou por várias etapas: online, móvel, social, nuvem, realidade aumentada, realidade virtual e, agora chegamos ao Metaverso.
Mais do que disputas virtuais, eles são espaços de interação. Nos últimos 20 anos, milhões de pessoas no mundo interagiram em jogos como The Sims e Second Life e, mais recentemente, Fortnite, Roblox, Minecraft, Pokémon Go e muitos outros. Some-se a isso o fato de que a grande parte das gerações Z e Millennial jogam videogames.
Essas gerações que cresceram comprando produtos no mundo virtual ou power-ups para seus jogos. São nativas da interação e colaboração online, da formação de comunidades e resolução de problemas.
As marcas estão explorando a criação de suas identidades virtuais para ajudar a personificar seus valores e crenças em um ser virtual que pode aparecer ao vivo, em tempo real, em qualquer canal. Os comportamentos da força de trabalho em ascensão continuarão a impulsionar essas inovações e evoluções de marca.
Estamos criando o futuro do trabalho todos os dias. Diversas plataformas de colaboração foram lançadas até agora, cada uma com seus próprios recursos e características.
O senso de comunidade que o Metaverso traz não se limita mais apenas aos jogos. À medida que os locais de trabalho evoluem, os trabalhadores irão colaborar, criar e comunicar cada vez mais em ambientes imersivos.