Tecnologia na saúde aprimora diagnósticos e cirurgias

Tecnologia na saúde aprimora diagnósticos e cirurgias

O uso de tecnologia na saúde aumenta a precisão em procedimentos que vão desde o diagnóstico de doenças até cirurgias complexas. Combinando inteligência artificial, deep learning e outras tecnologias disruptivas, a medicina avança no uso de robôs para detecção precoce de doenças e tratamentos neurológicos.

Neste mês, pela primeira vez, cirurgiões brasileiros usaram um braço robótico em uma neurocirurgia. Ele foi usado para fixar parafusos numa intervenção para estabilizar a coluna de um paciente com degeneração acentuada. A nova tecnologia aumenta a precisão no posicionamento dos parafusos, melhorando significativamente o resultado. Além disso, reduz o risco de complicações e a necessidade de novas intervenções.

Na cirurgia, o braço robótico é usado juntamente com outra tecnologia: a neuronavegação. Ela analisa imagens da anatomia do paciente e indica o local exato para a colocação do parafuso. Usadas em conjunto, elas reduzem de 20% para 1% a quantidade de parafusos posicionados com algum grau de imprecisão em cada intervenção.

O braço robótico é considerado um recurso adicional pela equipe de cirurgiões. Mas robôs já vêm sendo usados em cirurgias remotas há algum tempo. Recentemente, cientistas do Instituto Tecnológico de Massachusetts – (Massachusetts Institute of Technology – MIT), nos Estados Unidos, desenvolveram um robô para uso em casos de acidente vascular cerebral, uma enfermidade neurovascular.

A rapidez no socorro a pacientes que sofrem um acidente vascular cerebral é fundamental para evitar ou limitar sequelas. Controlado remotamente por um médico, o robô é capaz de realizar os complexos procedimentos necessários nesses casos. Ou seja, oferece uma nova perspectiva para pessoas que vivem em locais sem recursos. Além de conseguir conduzir um fio pelos vasos e artérias do paciente usando um joystick feito especialmente para isso, o cirurgião também reduz sua exposição à radiação.

Diagnóstico antes do nascimento.

No Japão, a boa notícia vem de uma tecnologia capaz de diagnosticar doenças cardíacas congênitas antes mesmo do nascimento.

Pesquisadores do instituto japonês  RIKEN Center for Advanced Intelligence Project (AIP), desenvolveram um modelo de inteligência artificial (IA) para esse diagnóstico. Para isso, a tecnologia usa imagens de ultrassom e recursos de deep learning. Além de detectar precocemente a doença, a solução possibilita analisar se a doença acomete o coração ou os vasos sanguíneos do feto.

Doenças cardíacas congênitas são responsáveis por cerca de 20% das mortes de recém-nascidos. “A tecnologia, cada vez mais, traz assertividade na decisões médicas e precisão nos tratamentos contribuindo para a sobrevivência e a saúde de todos nós”, diz Arie Halpern, especialista em tecnologias disruptivas.

 

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