RIW – O Rio de Janeiro vai respirar tecnologia e cultura

RIW – O Rio de Janeiro vai respirar tecnologia e cultura

A edição 2022 da Rio Innovation Week (RIW) traz um recorte especial que combina perfeitamente com o Rio de Janeiro. O maior encontro de tecnologia, inovação e negócios da América Latina terá o segmento Rio Pop & Tech – Inovação a Serviço da Cultura apresentado em ambiente interativo para demonstrar a aplicação de tecnologias em favor da criação de experiências culturais, com o objetivo de estimular a economia criativa e a geração novos negócios.

“Eventos como esse são multiplicadores de conhecimento, de conexões e novas ideias que podem resultar em tecnologias disruptivas. Aliar a proposta do encontro às possibilidades de produção cultural pode desencadear uma cadeia de inovações muito interessante”, avalia Arie Halpern, especialista em tecnologias disruptivas.

O segmento Rio Pop & Tech trará duas exposições de NFT (Non-fungible token – Token não fungível) em grandes painéis de LED. A exposição Olhar 2022 reúne trabalhos de 20 artistas brasileiros que, com curadoria de Carlos Vergara, compõem uma viagem virtual e artística. A mostra Olhar Latino resume a cena da produção cultural de NFT, com destaque para artistas de Argentina, Uruguai, México, Venezuela e Brasil. O curador dessa galeria digital é Byron Mendes, fundador da Metaverse Agency.

Economia criativa

O macro conceito de economia criativa é o carro-chefe da Rio Innovation Week: reunir empresas e personalidades que trabalham com inovação, sustentabilidade, criação de conteúdo, eventos e biotecnologia.

No Brasil, esse setor registrou um aumento real do nível de emprego de 12%, comparando o primeiro trimestre de 2022 com o mesmo período do ano anterior. Os números são de um estudo produzido pelo Observatório Itaú Cultural e revelam que a economia criativa pode ter a capacidade de reagir com velocidade maior em momentos de retomada da atividade econômica, em comparação com outros setores.

Segundo dados da UNCTAD (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento), o comércio internacional de bens e serviços de economia criativa está gerando receitas crescentes para inúmeros países. Os números de 2020 apontam para exportações globais de bens criativos na ordem de US$ 524 milhões, enquanto as exportações mundiais de serviços criativos atingiram US$ 1,1 trilhão.

Uma consequência positiva dessa tendência de crescimento do valor da economia criativa está se concretizando em São Paulo. O setor imobiliário começou a desenvolver expertise em construção de empreendimentos dedicados ao ecossistema de startups, com espaços planejados para as rotinas típicas de negócios que produzem inovação. Dados da Investe SP mostram que a economia criativa representa 3,9% do PIB paulista, com 1,5 milhão de empregos e movimentação de até US$ 20 bilhões por ano.

Cinema, heavy metal e ginástica artística para inovar

De 8 a 11 de novembro, a RIW vai reunir palestrantes cujas trajetórias simbolizam sucesso em inovação. Além disso, o evento trará referências internacionais em análise de mercados e, por consequência, importantes para entender e antecipar tendências.

Com o sugestivo título “O que esse botão faz?”, a masterclass com Bruce Dickinson é uma das principais atrações do evento. O vocalista do Iron Maiden vai falar sobre empreendedorismo e liderança, sob a ótica de um incansável descobridor que também é piloto e capitão de companhia aérea, empresário da aviação, roteirista de cinema, autor de bestseller do New York Times Top 10, apresentador de rádio, ator de tevê, comentarista esportivo, esgrimista internacional e investidor.

O cineasta e roteirista Spike Lee é outro nome de peso dessa edição da Rio Innovation Week. Professor titular de Cinema na Universidade de Nova Iorque (NYU) e vencedor de dois Oscar, com outras quatro indicações ao prêmio, Lee é globalmente reconhecido como uma das mentes mais inovativas do cinema e da indústria audiovisual, acumulando trabalhos como escritor, ator e produtor.

A RIW também terá espaço para falar de esporte, uma das atividades humanas que mais demanda inovação para atingir sucesso. Todas as modalidades esportivas têm uma série de exemplos de atletas e equipes sagrados campeões por inovarem ou aplicarem tecnologias disruptivas para treinamentos (físicos e técnicos), fisiologia, alimentação, equipamentos e trajes. O nome escolhido para essa exposição é a ginasta e campeã olímpica Rebeca Andrade.

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