Noite de premiações de games celebra mercado de R$ 6,6 bilhões no Brasil

Noite de premiações de games celebra mercado de R$ 6,6 bilhões no Brasil

O Brazil Game Awards 2019 revelou nesta terça-feira os jogos que se destacaram no mercado nacional nas mais diversas categorias – estratégia, esporte, luta, tiro, ação e aventura, RPG, mobile, multiplayer, melhor hardware, melhor trilha sonora, entre diversas outras. O grande vencedor, considerado o “Jogo do Ano”, foi Sekiro: Shadows Die Twice (da From Software), no qual os jogadores colocam-se no papel de um guerreiro oriental em uma jornada de provas, aventuras e combates encenados no Japão feudal. Embora os jogos eletrônicos ainda sejam tratados como mercado de nicho, as cifras não são brincadeira: uma pesquisa realizada pela empresa especializada Newzoo aponta que o faturamento anual do setor de games no Brasil foi de US$ 1,6 bilhão (R$ 6,6 bilhões) em 2019 – o que coloca o País na 13ª posição no ranking mundial. No mundo, a indústria de jogos eletrônicos deverá movimentar US$ 152 bilhões este ano.

O Brasil vem se destacando não apenas no consumo de games, mas também na sua produção. Entre 2014 e 2018, o número de empresas desenvolvedoras passou de 142 para 375 segundo o Censo da Indústria Brasileira de Jogos Digitais (IBJD), um aumento de 164%. A categoria com maior apelo comercial é a de jogos para dispositivos móveis, como celulares. Quanto ao gênero, os jogos educativos lideram a produção nacional, seguidos dos de entretenimento. Há diversos outros, como os corporativos – utilizados para treinamentos e processos de seleção – que vêm ganhando espaço.

Futuro promissor

Mesmo com um cenário econômico desfavorável, o setor de entretenimento deve seguir crescendo nos próximos anos. A consultoria PwC aponta que, no Brasil, o gasto total deve crescer 5,3% ao ano até 2022. O consumo em plataformas digitais apresenta crescimento mais acelerado que os demais, liderado por games, publicidade digital e OTT – vídeo na internet.

“As análises corroboram uma tendência global, que é o mercado de assinaturas para o acesso a jogos online”, destaca o empresário e especialista em tecnologias disruptivas Arie Halpern. A modalidade, chamada de “games como serviço”, já atraiu a atenção de gigantes como Apple e Microsoft.

 

Com informações: Brazil Game Awards; From Software; Newzoo; PwC; IBJD