A disrupção do metaverso na saúde

A disrupção do metaverso na saúde

Muito se tem falado sobre as possibilidades do metaverso e seu potencial para revolucionar diversas áreas como o varejo, entretenimento e jogos, entre outros. Outro campo que seu impacto pode ser transformacional é na saúde.

O Metaverso envolve a convergência de três grandes tendências tecnológicas com potencial para impactar a saúde. Juntas elas podem criar novas formas de atendimento e cuidados que podem reduzir custos com resultados melhores e mais rápidos.

Elas são: telemedicina, gêmeos digitais e blockchain.

Telemedicina

A telemedicina se expandiu durante a pandemia de Covid-19. Usada em consultas que não exigem exame físico, elas permitem diagnosticar com mais rapidez e eficiência muitas condições comuns e de baixo risco. A realidade virtual (RV) abre uma nova gama de possibilidades. Com ela, pacientes podem consultar com especialistas que estejam em locais distantes. Varreduras e testes podem ser realizados e os dados transferidos para o especialista em tempo real.

Outra área onde pode ser particularmente benéfica é a terapia. Os ambientes podem ser personalizados para cada paciente – a RV já é usada por psicólogos e psiquiatras na terapia de aversão, onde os pacientes podem interagir com situações que lhes causam ansiedade, em ambientes seguros onde todos os aspectos da interação podem ser monitorados e controlados de perto. Isso será especialmente benéfico para quem vive em locais em que não há disponibilidade de especialistas em determinadas áreas.

Gêmeos digitais

Um gêmeo digital é um modelo virtual, ou simulação, de um objeto, processo ou sistema criado a partir de dados reais. No metaverso, o paciente pode ter seu gêmeo digital. Eles poderão, por exemplo, ser usados para prever os resultados de tratamentos e cirurgias ou reações a medicamentos.

Blockchain

A tecnologia usada no meio financeiro, especialmente, com criptomoedas permite que os dados sejam armazenados e transferidos com segurança. Assim, pode servir como uma forma de garantir a segurança dos dados de saúde de cada indivíduo. E possam ser acessados com por médicos e especialistas quando necessário e com a garantia de que são precisos.

A propriedade e segurança dos dados é uma das quatro tendências apontadas em um recente estudo recente sobre o impacto do Metaverso no setor de saúde. De acordo com o “Digital Health Technology Vision 2022“, da consultoria Accenture, o que ela batizou como “WebMe” irá reinventar a propriedade de dados, que passarão a pertencer às pessoas e a se movimentar com elas, não com as plataformas e sistemas. O metaverso possibilitará transcender o tempo e o espaço para simular interações, como a aprendizagem e o treinamento de procedimentos médicos.

 

A convergência dessas tecnologias fará com que os profissionais de saúde possam oferecer tratamentos mais integrados. O compartilhamento rápido de informações entre os médicos ajudará a identificar com mais rapidez causas subjacentes de problemas de saúde. Além disto, o monitoramento das atividades dos pacientes fará com que seja possível avaliar se o tratamento está sendo seguido e obtendo o efeito desejado, assim como diagnosticar outras condições que possam influenciar os resultados.

“Muitos aspectos dos cuidados de saúde serão afetados pelas possibilidades que surgirão com o metaverso. É possível que tenhamos de superar alguns obstáculos para usufruir dos benefícios desta disrupção tecnológica”, diz Arie Halpern, especialista em tecnologias disruptivas.