6 startups verdes que estão descarbonizando a economia

6 startups verdes que estão descarbonizando a economia

Cada vez mais soluções inovadoras e fora da caixa estão chegando ao mercado e diminuindo, muito, as emissões de carbono. Em diversos lugares do mundo, empreendedores estão desenvolvendo tecnologias verdes e pavimentando o caminho para um futuro sem carbono.

O cultivo de florestas de algas, uso de energia das ondas, baterias mais ecológicas do que as de lítio e embalagens biodegradáveis feitas com cogumelos são algumas das disrupções que já se tornaram realidade. “Com soluções muito inovadoras e alguma ousadia, essas startups de tecnologia verde mostram que um futuro livre de carbono é possível”, afirma Arie Halpern, especialista em tecnologias disruptivas.

1. Carros elétricos compactos e mais baratos

Carros elétricos ultra eficientes para passear, transportar, trabalhar e se divertir – assim se apresenta a americana Arcimoto, cuja missão é democratizar os carros elétricos. Seus criadores acreditam que a mudança para um sistema de transporte sustentável só será possível se abandonarmos os modelos grandes, poluidores e caros. Entre os modelos que oferecem estão: o Utilitário divertido, ou FUV (do inglês Fun Utility Vehicle), um compacto com três rodas e dois lugares; o Resposta rápida, para uso em emergências: e o Entregador, para entregas em áreas urbanas, a chamada last mile.

2. Créditos de carbono gerado por algas

Uma startup do Maine está cultivando florestas de algas capazes de sequestrar gigatoneladas de CO2 por séculos. Como as árvores, as algas fixam naturalmente o dióxido de carbono da atmosfera e o fazem em um volume muito maior e mais rápido. A Running Tide cultiva algas marinhas em espécies de boias cobertas por conchas, que flutuam no oceano. Assim, por meio da fotossíntese elas capturam carbono gerando o crédito comercializado. Feitas de madeira, depois de alguns meses as boias encharcadas afundam. Empresas como Alphabet, Meta e McKinsey foram algumas das compradoras dos créditos de carbono gerado por algas.

3. Combinação de fontes para armazenar energia

Fontes de energia renováveis, como a eólica e a solar, são indispensáveis para um futuro livre de carbono. Mas como são intermitentes, ou seja, nem sempre há vento ou sol, elas demandam soluções de armazenamento. O projeto de armazenamento de energia Swan Lake combina estas duas fontes à hidrelétrica. O sistema usa a energia renovável excedente da rede para bombear água para um reservatório. Quando necessário, a água é liberada movimentando turbinas e gerando eletricidade.

4. Baterias feitas com ferro, sal e água

Ferro, sal e água: esta é a receita das chamadas baterias de fluxo, que armazenam mais energia e custam menos por quilowatt-hora do que as células de íons de lítio. Além disso, têm vida útil muito maior. Essa solução promissora de armazenamento de energia gerada por fontes intermitentes, como solar e eólica, é produzida pela Energy Storage Systems, fundada há uma década por um casal, na garagem de sua casa, no Oregon. Recentemente, pesquisadores da Universidade de Harvard desenvolveram uma nova tecnologia que possibilita produzir baterias de fluxo não corrosivas, solucionando uma das desvantagens desta alternativa.

5. Ondas de energia

Menos populares do que as fontes solar e eólica, as ondas produzem energia por um período duas vezes maior. Agora, a startup AquaHarmonics acredita que podem aumentar ainda mais essa vantagem usando dispositivos menores do que os tradicionais. Batizado Wave energy collector (WEC), o sistema usa boias cilíndricas que se movimentam verticalmente com as ondas. A energia elétrica é gerada ao atingir o fundo do mar usando uma âncora. Por serem menores, eles também suportam melhor condições adversas como tempestades.

6. Embalagens biodegradáveis feitas com cogumelos

Um material para embalagem 100% natural e biodegradável feito de micélio de cogumelo é a solução inovadora da Ecovative. Ao usar a estrutura radicular dos fungos, um subproduto da agricultura, a empresa criou um material capaz de substituir plásticos, couro, carne e outros produtos. Em uma câmara, o micélio cresce formando enormes folhas e depois é moldado em diversos formatos.